O significado da bolsa feminina

A bolsa é, há um tempo, o acessório mais simples, o mais complexo, aquele que expressa a maior carga emocional. Ela é simples porque desde tempo imemoriais serve como uma ferramenta essencial à vida e até mesmo à sobrevivência. Ela é complicada porque desenvolveu e preencheu tantas funções, que sua diversidade é quase desnorteadora: é praticamente impossível reconhecer o relacionamento entre, digamos, um alforge de bicicleta em náilon e uma Guchi ou moschino de napa.

 

Ela é carregada de significados porque uma das suas principais manifestações, a bolsa feminina, pode expressar com fidelidade a vida de uma mulher – servindo como companheira, receptáculo de segredos, objeto de status e uma forma de auto exposição. Esse investimento emocional explica, e até certo ponto justifica, o posto essencial ocupado pela bolsa na cultura da moda contemporânea.

 

A bolsa feminina tornou-se um ícone de nossa cultura globalizada pós moderna, e como todos os ícones, ora é venerada, ora contestada, ora desejada, ora desprezada. A bolsa feminina não é de forma alguma o único tipo de bolsa que o Design Museu, deseja celebrar neste livro. Há pelo menos o mesmo “valor de capital” de design no desenvolvimento de uma mochila militar e de uma linda baguette Fendi. Acima de tudo, o que está em exposição aqui é a diversidade e a engenhosidade infinitas do design das bolsas.

Texto retirado e adaptado do livro: As cinquenta bolsas que mudaram o mundo

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