História das bolsas femininas

As bolsas foram criadas para guardar pequenos objetos e hoje revelam grandes personalidades. Provavelmente, as bolsas surgiram como um pedaço de tecido ou de pele que, amarrado por um cordão, servia apenas para guardar moedas e outros pertences.
Por anos, as bolsas foram usadas atadas à cintura de homens e mulheres. Mas a partir do século 19, passaram a fazer parte somente do guarda-roupa feminino. E conforme as mulheres se emancipavam, ganhavam espaço, trabalho e mais liberdade, era preciso mostrar isso ao mundo. As bolsas aumentaram de tamanho a cada coleção, na mesma proporção em que crescia a presença feminina em novas áreas. Ali, naquela sacola imensa, além de todos os objetos necessários para passar o dia fora, as mulheres carregavam também todas as suas conquistas e o seu orgulho.
Se no início do século 20, apesar de bastante trabalhadas, as bolsas não eram um item de charme no vestuário, nas décadas seguintes ganharam destaque e glamour. Nos anos 30 e 40, as carteiras eram bastante usadas e, em tempos de guerra, surgiram também as bolsas a tiracolo, que permitiam maior mobilidade. A paz, no entanto, trouxe de volta o luxo e as bolsinhas bem estruturadas de mão, coloridas e decoradas por fivelas de metal. Mas os estilistas, atentos, perceberam a busca das mulheres por independência e, nos anos 60, privilegiaram o dinamismo com bolsas práticas, de couro natural, que facilitavam a ida ao trabalho.
Finalmente, nos anos 80, a mochila também passa a integrar o guarda-roupa feminino. Mas na década seguinte, quando as grandes grifes viram seus negócios declinarem, passou-se a investir com força em acessórios e nasceram as imensas maxibolsas. Mas para tudo há um limite. Inclusive para elas.
Hoje, como o potencial da mulher já é mais do que sabido e a moda é cíclica, vivemos um retorno ao passado.
As bolsas não têm mais como crescer e voltaram a encolher. Apenas os modelos utilitários, aqueles cheios de divisórias e que servem para carregar qualquer coisa, continuaram grandes. Para o dia, a grande aposta são os tamanhos pequenos e médios. A alça também ficou menor, mas pode ser fina ou grossa. Uma ou outra corrente aparece para dar um brilho diferente no frio. E para a noite, as carteiras são o verdadeiro must have da estação. As minaudiere, que cabem na palma da mão, voltaram com tudo.
Em oposição a essa onda decorativa e ousada da atualidade, daqui para frente a tendência é a volta aos clássicos. Muito couro, camurça, cobra e crocodilo ditam a textura e o toque do inverno. Cores, brilhos de verniz, drapeados, franzidos e matelassados também estão com força.
E seguindo a tendência de que elegante é ser confortável, quanto mais mole a peça, melhor. E esses novos materiais vão além dos tradicionais couros. Avanços tecnológicos permitem a criação de fibras sintéticas cada vez melhores. Mesmo o tradicional couro tem sido beneficiado com o aprimoramento genético de animais e uso mais eficiente da matéria-prima. E, em meio à escuridão das cores que quase sempre puxa para o preto, é a estampa do tecido ou o trançado do fio que faz toda a diferença. Pequenas sim, mas cheias de detalhes

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