MARC JACOBS E LOUIS VUITTON

O designer Marc Jacobs uma vez disse: “Sempre achei difícil lidar com a ideia de moda em museus… Para mim não há nada mais chato do que um monte de roupas, que um dia foram usadas por pessoas interessantes com vidas interessantes, postas em manequins.”
É uma declaração muito contundente e que faz a abertura da exposição Louis Vuitton Marc Jacobs ainda mais surpreendente. Uma exposição no Musée Les Arts Decoratifs, em Paris, dedicada à influência da dupla na moda, com a notável cooperação de Jacobs. Sua participação sugere que esta pode ser mais do que um retrospecto comum – os visitantes da exposição (que tem Pamela Golpin como curadora) podem esperar por fundo musical, imagens e manequins que se movem. É um vislumbre único dos 15 anos de Jacobs à frente da marca, assim como do impacto que o designer causou do outro lado do Atlântico, em Nova Iorque. Ele também se referiu à montagem da exposição como “uma experiência emocional” e é difícil não ver o porquê. O desfile da Louis Vuitton é um dos mais esperados nas Semanas de Moda, mas a jornada até as passarelas foi longa…

A história de Marc Jacobs e Louis Vuitton
Mais conhecida por suas bolsas, a marca francesa teve seu começo como uma empresa de malas. E como seu fundador faleceu há tanto tempo, a maior parte das pessoas se esqueceu de que Louis Vuitton, um dia, de fato existiu.

Nascido em 1821 em Jura, na França, Vuitton se mudou para Paris para se tornar um aprendiz na produção de baús – um layetier. Já um profissional, ele trabalhou para a Imperatriz Eugenie, a esposa de Napoleão III.
A convivência com a realeza lhe ensinou o que a nobreza queria e, a partir de então, começou a projetar sua própria bagagem, lançando a marca Louis Vuitton em 1854. Quatro anos mais tarde, ele tomou uma atitude simples, porém genial, começou a fazer baús com a tampa plana que podiam ser empilhados uns sobre os outros. Antes disso, as tampas das bagagens eram sempre arredondadas.
Já o icônico monograma da marca, o L e o V entrelaçados, que estão gravados na maior parte dos forros e bolsas da Vuitton, é inspirado em desenhos japoneses e orientais, uma tendência vitoriana da época. O motivo foi patenteado em 1896, quando a companhia já era do filho de Vuitton. Popular e com bagagens caras, foi em meados do século XX que a Vuitton se ramificou com o lançamento de uma pequena linha de produtos em couro, como carteiras e bolsas. Em 1987, a marca se fundiu com as igualmente luxuosas Moët e Hennessy – empresas de champagne e conhaque – formando o que hoje conhecemos como LVMH.
Surpreendentemente, em 1997 a Louis Vuitton ainda não tinha iniciado uma linha de roupas, somente uma variedade de canetas. E foi quando Marc Jacobs despontou. Um designer de Nova Iorque com uma educação irregular, Jacobs encontrou seu lugar na famosa Parsons School of Design e, em 1987, foi o mais jovem a receber o prêmio de moda mais ilustre, o New Fashion Talent, do Council of Fashion Designers of America’s Perry Ellis Award. Na metade dos anos 80 ele também conheceu seu amigo próximo e parceiro de negócios de longa data, Robert Duffy, com quem ainda trabalha em parceria em seus empreendimentos. Em 1988, a dupla liderou a marca americana Perry Ellis e, quatro anos depois, Jacobs foi publicamente despedido após lançar uma coleção com inspiração ‘grunge’ que assustou os executivos da marca.

Após colocar Alexander McQueen na Givenchy e John Galliano na Dior, Bernard Arnault – diretor da LVMH – começou a conversar com Jacobs. Preferindo criar sua própria linha, Jacobs estava relutante em ser o designer de uma marca com uma estética já estabelecida, mas como a Vuitton não possuía coleções anteriores, ele aceitou o desafio com uma condição: que Arnault investisse em sua marca própria. E após quinze anos, que passaram muito rápido, é óbvio que a união se provou um sucesso para todos os envolvidos.
A exposição Louis Vuitton – Marc Jacobs estará aberta até 16 de Setembro no Museé Les Arts Decoratifs, Mode et textile, 107 rue de Rivoli, 75001 Paris.

 

Confira as principais tendências internacionais para o inverno 2013

Depois da maratona de desfile internacionais, as capitais da moda Nova York, Londres, Milão e Paris já deram seus veredictos sobre o que será tendência na temporada de inverno 2013. Entre as inúmeras propostas apresentadas, elegemos seis que certamente irão figurar nos guarda-roupas femininos e atender aos desejos das consumistas. Confira:

Peles e Pelos

Depois de fazerem sucesso nas passarelas nacionais de inverno 2012, as semanas de moda internacionais consolidaram os pelos e peles como forte tendência para a temporada. O material, na maior parte das vezes verdadeiro, apareceu bastante em casacos e mantôs, além de decorar golas, barras e mangas. Na passarela de Jean Paul Gaultier, surgiu em versão cor de rosa.

Jean Paul Gaultier, Dolce & Gabbana, Dennis Basso e Giorgio Armani.